29 de março de 2015

Fábulas da Vida Real


Era uma vez um pequeno negócio, em uma pequena cidade, poderia até ser fábula, mas não tenho o talento de Marina Colasanti. Independente do local, o consumidor gosta de novidade, sempre mudo a ambientação da loja de dois e dois meses, e quase todo ano vou fazendo pequenas e retroativas reformas, buscando os traços originais da estrutura da casa (têm mais de oitenta anos). O piso até o momento foi a única busca frustada, a cerâmica antiga, feita de barro, não é mais produzida na região. Nem sob encomenda.


A porta trocamos ano passado, as janelas somente este ano, além da madeira de lei ser cara, há dificuldade de acha-la seca e de origem certificada, encontramos a madeira angelim pedra (pesadíssima), fizemos no modelo  da antiga janela, se abre em duas abas, na imagem sendo instalada.
Administrar reforma não é fácil, porém acho prazeroso, pesquisar, transformar, mudar e ver que o resultado final está valendo muito! Não sei você, mas fico ansiosa, querendo ver tudo pronto, limpo e no lugar, mas a pressa é inimiga da... Vamos devagar rs.



Era uma vez uma casa amarelada pelo tempo na beira de um rio,
sozinha, escura e triste...
Encontrou uma menina sonhadora que viu uma réstia de luz,
da luz se fez a cor, o calor, e o aconchego.
Hoje a casa feliz respira, tem personalidade e vida própria,
agora todos veem a sua luz, registram imagens e levam
como lembrança da boa energia, e do amor que exala através de história de outra menina quase centenária.

Um ótimo fim de semana para você!

14 de março de 2015

Saudosa Maloca, Maloca Querida...


Compramos a nossa paisagem, ops! Casa, em 2008, na cidade de Tocantinópolis - TO, e ainda pagamos um valor a parte por uma maloca no fundo do imenso quintal (40 metros de fundo), hoje ele já está bem mudado, plantei um ipê que já tem quase seis metro de altura.
Feita ainda de madeira roliça e coberta com a palha da palmeira do babaçu. Chegamos ainda a trocar sua cobertura de palha.


A maloca virou uma agregadora de amigo pensadores (a maioria professores da UFT), o maridón sempre falava "a turma de forasteiro", ninguém era nativo. As celebrações e encontros sempre aconteciam debaixo da maloca.
O nosso terreno é descida de um morro, fizemos uma grande canaleta a longo do muro e próximo da maloca, a escavação fragilizou a vigas principais de apoio e ela caiu, ficamos numa dúvida cruel, construiríamos outra maloca ou algo mais durável, lembrei da parábola dos três porquinhos, deixamos a nossa "alma buscapé" de lado e usamos a razão do terceiro porquinho.  


Decidimos construir um gazebo, que chiqueroso! A maloca virou um gazebo com vários objetivos entre eles, trabalho e lazer.


Da maloca permaneceu um pé de cupuaçu na lateral, e fizemos questão de ter a nossa trempe (fogão de lenha) de volta, sei, sou ainda primitiva, cozinhar lentamente sem pressa e pressão para os amigos tem um outro sabor...
Estamos na fase da pintura do teto e dos tijolinhos, depois decoração (adorooooooo), e vem o paisagismo ao redor, já estou preparando várias mudas de plantas.
A construção ficou no mesmo local da maloca, e dela ficou a boa energia dos amigos que mudaram, buscando outras oportunidades e possibilidades, e os que partiram e viraram um ponto de luz no universo. Sentimos falta deles, mas deixaram histórias, dias alegres, lindas imagens, e bons sentimentos que ficam para sempre no coração.


No fim desta história, percebo que viramos nativos, incorporamos no nosso dia-a-dia as águas do rio Tocantins, e o encantamento de viver numa região rica em biodiversidade, cheia paradoxos econômico e politico (mas isto não é só aqui rs.), e na medida do possível contribuímos com o nosso tempo e trabalho. Temos mil planos para o nosso novo "Espaço de Convivência da Jubiart", já estamos com agendamento de oficina voluntária, e planejando um sarau com uma poetisa da terra (surpresa)...
A "saudosa maloca, maloca querida", nos deu asa e voamos!!!


7 de março de 2015

Ser Mulher!

Imagem: Confraria DasZamigas - Festa "Primavera", fim de ano 2014.

Não sou especialista em gênero, ser mulher já foi bem difícil, mas até hoje esse "ser" continua nos dando trabalho, muitos ganhos e muitas perdas... Sempre comento com as zamigas que esqueceram de falar da conquista da mulher para os homens, acumulamos várias funções e a maioria dos homens se acham "o provedor", trabalham fora, dentro de casa são turistas, na nossa região Norte do Brasil, o número de mulheres que estão se tornando provedora, ou como falamos "arrimo de família" são muitas, isto fica claro na estatísticas de mulheres empreendedoras do país, na nossa região as mulheres ultrapassam os homens, e na maioria não é visão de oportunidade de negócio, é pela necessidade de sobrevivência, buscam alternativas no trabalho informal e depois se formalizam.
Você já se perguntou, quem educa esses homens? Pois, somos nós mulheres! É bom refletir sobre.
Tenho amigas com tanta formação/conteúdo que assustam os homens (é o que elas falam), será que o sexo frágil mudou de perfil? Rsrsrsrsrssr.


Em comemoração ao dia Internacional da Mulher, nesta próxima sexta-feira, a Secretaria e Conselho Municipal da Mulher de Tocantinópolis - TO, estará promovendo "O Dia da Beleza" com várias ações o dia todo, entre elas, faremos uma oficina de biojoias através Jubiart.
Todos os dias somos mulheres universais, parabéns para você que faz parte deste universo!!!


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