5 de fevereiro de 2015

Reinventar, também é Empreender!

Não viajei fim de ano, e nem no início, a viagem foi para dentro da "Bia". Acreditem pensei em até vender a marca Jubiart. É viramos uma marca!


Existe momentos no trabalho como autônoma que você pára, muda ou cresce, é um triangulo quase amoroso/brigoso  com você mesma. Quem tem uma birosca, pequeno negócio, médio negócio, já deve ter passado por estes momentos: "Mergulhar" e a introspecção  se faz necessário.
As pessoas falam muito em empreender, o fazer, o realizar. o negócio dá certo, falam das característica do empreendedor e etc. Mas viver num país e ser empresário, onde lá fora brasileiros como o conceituado repórter Jorge Pontual diz "que dá vergonha ser brasileiro", na nossa conjuntura nem dá para criticar o posicionamento do repórter.
Nos noticiários as palavras chaves não são animadoras: Recessão, retroação, racionamento, crise e etc. Decidi ignorar (exceto a corrupção), e melhorar a estrutura do meu negócio, organizar, informatizar a parte financeira (isto, ainda uso o arcaico livro caixa), dados cadastrais  de fornecedores, clientes atualizados. Trabalho em casa, e o negócio cresceu tomando mais espaço da nossa morada, em dezembro construímos uma lavanderia e agora estamos no meio da construção de mais um espaço de trabalho e lazer da Jubiart.
Hoje vejo claramente que temos dois perfis de cliente: O local, e o de fora (turista e o virtual), os artesãos tem aquela velha história "o local não valoriza o nosso artesanato", isto é balela! Na verdade é o senso comum de reconhecer o objeto como parte do seu cotidiano, já o estranhamento e admiração vem de fora, percebi que o artesanato que trago de viagens e coloco na loja física são vendidos rapidamente, querendo ampliar o nicho de vendas da loja fui pesquisar na internet (quem não sabe usar o Sr. Google, está perdendo uma grande ferramenta), o mercado mais viável para cidade pequena, no topo da lista estão os produtos importados, para venda no varejo. É o novo, a novidade, me perguntei, como adaptar essa ideia para a realidade da Jubiart?
Como nossas vendas in loco são sazonais, nos meses de junho, julho, dezembro e janeiro, vender quatro meses em doze meses é economicamente inviável, resolvemos criar um espaço para venda de artesanato de fora para o local e a nossa criação/produção para o cliente de fora, principalmente o virtual, vamos incrementar com decoração/paisagismo, não saindo do foco principal: O artesanal.


Moramos a nove anos em Tocantinópolis - TO, e na beira rio fará oito anos, lembro que caminhava toda manhã na beira rio olhando para casas, com sorte viria uma placa de venda, e ela apareceu! Escrita de lápis toscamente num papel de caderno comum colado na parede de uma casa velha e muito suja. Nem preciso escrever que a imaginei cheia de luz, limpa, decorada, fiz logo uma viagem...


Fizemos a negociação, compramos, limpamos, pintamos e nos mudamos... Delícia! Só verbos de "realização" rs.


Com algumas pesquisas e intervenções estamos revitalizando aos poucos, mudamos a porta principal, construímos uma cozinha, apesar de forrada, fizemos questão de cobri-la com as mesma telhas antigas (feita nas coxas), para não descaracteriza-la. este ano trocaremos as janelas de ferro por madeira como era antigamente.
Hoje estamos no meio da construção do novo espaço da Jubiart, que será uma extensão da loja, ao longo deste semestre vou postando as mudanças aqui... Para quem começou o ano pensando em vender a marca, estou bem na foto rs, mas "formiga" é assim, inquieta, trabalhadeira, persistente, teimosa e desfocada/focada. Será que as formigas são empreendedoras?

8 comentários:

  1. Te acompanho desde o início e vejo o quanto formiga trabalhadora és! Parabéns! bjs, tudo de bom,chica

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  2. Oi, Bia!
    As pessoas gostam de novidades e o que produz, por ser local, quem é da cidade não se interessa muito, apenas turistas que passam pela loja física. Por isso a necessidade da venda online. Mas você pode reciclar materiais e levar para a loja novidades para os compradores da região. Um intercâmbio de produtos pode ser feito através de parcerias com outras lojas ou mesmo artesãs de outros locais.
    O Brasil é aquele país que amamos e odiamos. Tudo o que está acontecendo no cenário político mina a nossa segurança, pq as projeções futuras nos fazem lembrar de um passado recente de muita dificuldade financeira, onde vigorava inflação e um plano atrás do outro.
    Enquanto o seu lobo não vem, não adianta paralisar de medo. É preciso agir e se proteger. A introspecção se faz necessária para ter um olhar mais abrangente.
    :)
    Beijus,

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  3. Oi Luma!

    Grata pelas orientações e sugestões, vc sempre acrescenta... Já temos algumas parcerias com artesão no Estado, pretendo aumentar ainda neste semestre para ter mais opções no movimento das férias em julho. Quanto ao intercâmbio com outras lojas venho pesquisando e já fiz algumas compras no atacado, como compra de pedras.
    Tenha um dia luz!
    Bjoooooooo.

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  4. Uma historia linda Bia! Te desejo coragem, sucesso e perseverança neste lindo trabalho seu, nosso, e que amamos fazer...arte!
    Amei ver a foto do antes e depois, ficou apaixonante a casa em laranja, puro capricho!
    Beijos
    CamomilaRosa

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  5. Puxa vida, te acompanho lá no facebook, como é que eu não estava aqui? Me arrepiei toda lendo essa tua história... Atualmente não posso nem pensar, mas lá no fundo sonho com uma casa em que possa morar e ter o atelier junto. Amo meu apartamento e meu atelier - mas me falta essa possibilidade do entra e sai, do contato direto com comprador, fornecedor... Se precisares de algo aqui de Porto Alegre ou de artesanato da região - fico à disposição, ok? Abs.

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