19 de fevereiro de 2014

Você gosta de ler?



... Eu, também! nesta horas um marcador de pagina ajuda muito! Principalmente se for marcador duplo, você pode marcar duas páginas ao mesmo tempo, não é prático?


Este feito com matéria prima mais nobre da natureza:


Fio/fibra de buriti, pedras jade africana e semente natural de paxiúba.


Este, ainda mais delicado, feito com fio acetinado matizado. Uma boa opção para dar de lembrança e ser sempre lembrando com carinho...


Investimento: Unid. R$ 5,00 + frete - Acima de 12 unidades, você ganha 20% de desconto!
Contato: biaarte@hotmail.com
Saber mais sobre a Jubiart - Artesanato? Acesse a nossa fan page no Face, link na lateral.


Ler, faz bem para várias coisas, entre elas, viajar no imaginário... Minha infância foi "pobre", mas não de imaginação. Boa leitura, boa viagem!!!

14 de fevereiro de 2014

Coleção Jubiart 2014 - Parte III


O Seminário Leão XIII, deve ter sido iniciado sua construção nos anos 70, atualmente em Tocantinópolis - TO, ele não  funciona mais como Seminário, é utilizado para encontros religiosos, cursos e capacitações de outras instituições.


Entrada do Seminário.


Ele é imenso e dividido por blocos, o da imagem são os dormitórios.


Na época de estiagem das chuvas, o jardim é sempre verde, florido, bem cuidado.


Colar médio feito com paxiúba lixada e açaí tingido. (vendido!)


Colar todo natural, feito com cascalho de jarina, semente de jatobá e coco babaçu fatiado. (vendido).


Colar com várias voltas, feito com sementes de açaí tingida, iluminando o seu look! 
Investimento: R$ 35,00 + frete. Você pode fazer encomenda sob medida, escolher cores diferentes.
Contato: biaarte@hotmail.com - já conhece a nossa fan page no Facebook? Vá no link na lateral deste bloguito e acesse.


Fundo do Seminário.


Para seu fim de semana muita cor e harmonia!


11 de fevereiro de 2014

Bolsinhas de buriti e história de bondade...


Bolsinhas feitas de fibra de buriti com semente tento carolina e acácia, bem tecidas com acabamento impecável.


Feitas pelo índio, artesão Ricardo Apinajé.


Investimento: R$ 25,00 + frete. Contato - biaarte@hotmail.com, veja mais produtos na nossa fan page https://www.facebook.com/jubiart.artesanato?ref=hl


Agora um pouquinho de história: Ano passado, a amiga e professora/artesã Márcia Anacleto enviou-me do interior de São Paulo vários mimos, entre eles revistinhas infantis para o meu filhote ler e ficar no Espaço do Artesão na Jubiart, as revistas foram cedidas da coleção do seu filho Caio, prometi que uma parte iria doar para as crianças Apinajés, como no período não fui nas aldeias, quando elas apareceram, juntei mais outros gibis e livrinhos infantis do Izaias para entregar as mesmas, contei sobre o Caio, um menino que mora muito longe mas que gosta de dividir e compartilhar os seus livros.


Eles ficaram muito felizes com a surpresa!


Eram três meninos, dois filho do Ricardo, e um sobrinho, sentaram com a mãe na calçada da loja e começaram a folhear... Ficaram de dividir com os outros amiguinhos na aldeia, aqui somos meio "intercâmbio", vendo/divulgo seus artesanatos, sempre doamos roupas calçados, amigos deixam aqui para serem entregues também. Conto isto com uma certa tristeza, não é esta realidade que quero para meus amigos e irmãos indígenas, queria mais respeito, mais direito, mais dignidade, infelizmente a "luta" é desigual, protestamos, nos indignamos, porém a muito para se conquistar e realizar.
Caio, Gratíssima! Ainda não perdi a fé nos homens com bondade no coração, como você!


5 de fevereiro de 2014

Jenipapo e Katiporé...


"Por quê você pinta o corpo?", perguntou um missionário europeu a um índio, "e você? Por quê não pinta? Quer se parecer com os bichos?", respondeu o índio. Este diálogo foi real, acontecido no séc. XVIII e registrado pela história.
Na nossa região, temos a etnia dos índios Apinajé, no Maranhão têm outras, entre elas os Krikatí, saber mais sobre, veja neste link http://pib.socioambiental.org/pt/povo/krikati. Na imagem o amigo Carlos Krikatí que mora com sua família fora da sua reserva em Tocantinópolis, não diria que ele vive, ele sobrevivi de fazer pinturas indígenas, e pequenos serviços de "bico". Ele anda numa moto velha com a descarga furada que se anuncia de longe, sempre chega na Jubiart, perguntando  "A cumadi não quer fazer uma pintura?".


A tinta é extraída do jenipapo verde, sobre a fruta veja mais aqui http://pt.wikipedia.org/wiki/Jenipapo, a mistura depois de pronta dá uma cor azulado escuro, a pintura no corpo é temporária, sai da pele aos pouco em torno de 10 a 15 dias.


Os europeus no início da colonização achavam que eram desenhos lúdicos, feitos por diversão, sem muito significado, com o passar do tempo, e muita pesquisa, descobriu-se que os desenhos demarcam também as etnias, os índios usam para exprimir simbolicamente as suas crenças, espíritos da natureza e o próprio cotidiano (não me sinto muito diferente deles...).






Pergunto para o Carlos Krikatí "Carlos o quê significa esta pintura?", "Cumadi, isto é pintura de guerreiro, e vou pintar umas cobras", "Cobra Carlos?!", "Cumadi, as cobras é para atrair Katiporé para o seu negócio, toda vez que sonho com cobra, fico feliz, porque tenho certeza que neste dia vou ganhar katiporé!". Katiporé é dinheiro.
Faz muito tempo que li este título "Enterrem Meu Coração na Curva do Rio" de Dee Brown, é um registro triste na história dos Estados Unidos, relatos, documentos, que contam o massacre e dizimação dos índios americanos. Infelizmente não vejo muito diferença com o que anda ocorrendo no Brasil, a diferença é que não estamos no velho Oeste, estamos no séc. XXI! Os Apinajés eram índios de pesca e habitavam na beira do rio Tocantins, hoje eles tem uma reserva restrita e bem longe do rio, perderam a cultura de construtores de canoas entre outras coisas... Sempre falo que os índios aprenderam rápido o que de pior existe na nossa sociedade/cultura, a dependência do álcool é uma delas, muitos aparecem na minha porta bêbados. Quando trabalhei próximo da Ilha do Bananal, presenciei trocas em canoas no rio Javaés de peixes por caixas de cachaça.
Não temos como evitar o aculturamento, porém acredito que podemos respeitar e deixar o índio viver com mais dignidade.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Template customizado por Meri Pellens.Tecnologia do Blogger.
Voltar ao topo