8 de setembro de 2011

A Imigração Japonesa No Pará


Estranharam a imagem? Pois, é Sampa - SP, não lembro o nome da avenida, mas sei que aqui se encontra a maior Colônia Japonesa do Brasil, atualmente a terceira maior Colônia se encontra na região Norte do Estado do Pará. Tudo isto para explicar que o meu amigo Alexandre Mauj * Lost in Japan * (japao.tk) sugeriu para mostrar mais sobre a minha região, como hoje para "Bia e Jubiart" o amigo é um exemplo de blogueiro a ser seguido, e como tem muito paulista, paraense e amazonense do outro lado do globo, aqui presto a minha homenagem a vocês... E vou começar pelo registro da chegada dos primeiros irmãos japoneses no Pará em 1925.

A pesquisa e imagem são www.parahistorico


A Imigração Japonesa para o Pará

Em 1925, agrônomos japoneses pesquisaram solos no Pará a fim de escolher o local mais adequado para estabelecer uma colônia de agricultores japoneses.

Agricultores japoneses em Tomé-Açu.



Para a região Norte, o primeiro grupo de imigrantes japoneses chegou ao Pará em 16 de Setembro de 1929, dirigindo-se para a colônia de Tomé-Açu, distante de Belém 230km.

A característica da presença japonesa no Pará e na Amazônia é ter se estabelecido em núcleos coloniais agrícolas.




Município de Tomé-Açu.

Nas colônias de Tomé-Açu os japoneses encontraram casas, hospitais, escolas para o ensino da língua portuguesa, luz elétrica, etc.


Muitos imigrantes morreram de doenças como a malária e gripe. Entre 1935 e 1942, 276 famílias japonesas abandonaram o Pará em direção ao sul do Brasil.


Alguns japoneses migraram para as redondezas de Belém onde posteriormente vieram a constituir alguns núcleos como os do Tapanã, Coqueiro e Ananindeua.

Os japoneses começaram a trabalhar com o cultivo do cacau, do arroz, feijão, algodão, tabaco, cana-de-açúcar, mandioca e, mais tarde, introduziram em Tomé-Açu o cultivo da pimenta.


Durante a Segunda Guerra Mundial os “japoneses” que estavam nas cidades foram para colônias, mais especificamente a do rio Acará que chamava-se Tomé-Açu, instituída como “campo de concentração dos japoneses”.

Passada a guerra, em 1947 introduz-se em Tomé-Açu o cultivo da pimenta que dez anos depois de duas mudas que vingaram quando trazidas da Malásia, multiplicara-se para 820.000 pés, com uma produção de 2.300 toneladas.


A pimenta que obtinha alto preço no mercado internacional é plantada nas diversas colônias do Pará e originou uma outra expansão de núcleos ou de indivíduos de origem japonesa para outras regiões do Estado como Curuçá, Vigia, etc.


A pimenta permitiu um maior relacionamento da comunidade “japonesa” com a brasileira e entre ela mesma, devido a criação em 1958 da Associação Pan-Amazônia Nipo-Brasileira com sede em Belém.


Em 1969 uma bactéria chamada fusarium ataca os pimentais, devastando a cultura em todo o Estado, pressionando a migração de “japoneses” das diversas colônias e principalmente de Tomé-Açu.


No sentido de buscar novas áreas que fossem imunes a praga, eles migram para outras regiões do Pará ou então mudam de atividade vindo para Belém.

- Hoje é muito comum no interior do Pará ver japoneses e descendente organizados em cooperativas e mantendo suas tradições e história.

16 comentários:

  1. Que legal.Não sabia de japoneses por aí! Linda homenagem! beijos,chica

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  2. Bia amo a cultura oriental especialmente a japonesa.Aqui em São Paulo sou viciada em ir a feirinha que tem aos domingos no bairro da Liberdade,onde tem várias lojinhas com,roupas,comidas,enfeites,plantas,menina é uma delícia.Bela pesquisa.Adoro o blog do Alê é uma rapaz inteligente e bem humorado,qualidade essencial em um bom blogueiro.Bjo no coração e ótima quinta.

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  3. Bia,
    Tão bom sabermos mais da história do nosso Brasil! E a tão pouca história do imenso Pará! Que tem histórias, costumes e comidas que tanto amo! Sabia que no Pará tinha imigrantes japoneses mas não sabia a origem e onde ficaram. Parabéns!
    Beijos
    Adriana

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  4. Uma quinta feira linda pra vc. Sempre haverá um anjo zelando por você.
    Acredite.
    Renove-se. Ame-se de verdade. Agora é primavera vamos
    sentir o perfume que exalam das flores.
    Nessa primavéra linda venha comemorar comigo.
    Os meus 1000 seguidores.
    Muito simples mais deixei para você um mimo na minha postagem.
    Agradeço o carinho a mim dedicado.
    Deus abençoe você.
    Eu Amo Cada Um De vocês.
    Beijos de paz e luz.
    Evanir

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  5. Oi Bia,

    Muito legal a pesquisa sobre a imigração japonesa no Pará.
    Normalmente so se comenta a vinda deles no navio Kasato Maru, tendo como destino as lavouras cafeeiras de SP e tambem para o Paraná.É muito bom resgatar um pouquinho da nossa história.

    bjos

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  6. E será que pára? lol


    O Homem é um viajante...E assim se faz um mundo melhor:)

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  7. Oi Bia,
    Eu não sabia que existiam japoneses no Pará!!! Aqui na minha cidade a colônia é muito grande.
    Beijos 1000 e um ótimo restinho de semana para vc.

    www.gosto-disto.com

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  8. Jubiart, também é cultura Japonesa! Amiga eu achava que os japonêses haviam se estabelecido em Sampa e aqui no Paraná. Tenho vários amigos descendentes, mas todos originarios do Norte do Paraná e de Sampa, tanto é que não imaginava que eles haviam chegado aí tão cedo. Adoro esse acolhimento que o Brasil deu aos imigrantes, isso nos faz ser um povo mais alegre e muito melhor. O que mais valorizo em nosso país é a diversidade racial e cultural. Aqui nós nos amamos, mesmo sendo de culturas ou religiões diferentes.
    Obrigada por nos ensinar um pouco mais sobre sua região.

    Abraços

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  9. É muito interessante conhecer culturas diferentes, me amarro nisso, muito bom o texto, amei, beijos e boa tarde!
    As crianças no blog são meus filhos sim, minha vida! rsrs

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  10. O povo japonês deveria ser seguido por todos. Nunca soube de pessoas mais organizadas no mundo do que eles. Admiro muito!
    E o Alexandre, bem, sem comentário... Esse é o cara!

    Beijos, Bia!

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  11. Adoro a cultura japonesa, na adolescência tive mto contato com ela, pois minha escola tinha pelo menos uns 30% de descendente de japoneses. Sabia que tinha uma colônia ai no Norte, mas não conhecia a história e nem sabia que vinha de tão longa data. Mais uma que aprendo com o mundo dos blogs. Obrigada pela pesquisa e por nos esclarecer um pouco mais sobre a história do nosso País.
    Bjs♥

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  12. Bia querida, amei o post, super completo nos mostra um pouco também do Pará e a cultura Japonesa que se instalou por aí, eu admiro muito esse povo, aqui na cidade ao lado, chamada Ivoti tem uma colônia japonesa enorme, eles cultivam frutos, flores e verduras, as melhores que tem por aí, vou até lá, comprar, são super organizados, não sabia a história da colonização japonesa no Pará, uma excelente aula de história, parabéns querida, você é surpreendente, sempre tem algo melhor ainda para nos mostrar. beijos!

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  13. Eita, eu nem sabia disso!
    Fico impressionada é com a quantidade de japoneses e descendentes que tem lá pelo Paraná, mais especificamente Londrina e Maringá, mas nunca imaginei que eles tivessem ido para o Pará também.
    E diga-me lá; por acaso tem algum Banco escrito em japonês?
    Pergunto isto, pois lá em Londrina, dei de cara com o Banco Real escrito em japonês, em letras garrafais.
    Ahh, esse Brasilzão!
    beijos cariocas

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  14. Bia, claro que está perfeito este post, tudo muito bem escrito e documentado. Mas eu fiquei feliz mesmo pelo carinho rs, adorei vc ter lembrado de mim!

    ando em dias tão corridos, nossa. mas aqui faço questão de parar e ler com calma, adoro seu espaço. E como conheci gente do Pará aqui no Japão! e não é que me viciei no bombom de cupuaçú, tacacá, maniçoba? Até pato no tucupi o pessoal aqui faz rs.

    um dia eu vou ao Pará! muito carinho pelos meus amigos de lá, acabei por pegar amor pelo Estado tb.

    e nem tenho palavras pra te agradecer esse seu carinho!

    amanhã é o sorteio do livro! vc e seu filho Leonardo, boa sorte p vcs!
    obrigado Bia! e mostra mais ai da sua linda região, eu te agradeço sempre por isso, adoro demais rs.
    bjs

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  15. Beth, realmente nunca vi na região Banco com nome japonês, mas quem sabe eu esteja desatualizada.

    Grata pelo carinho de todos!

    Beijossssssssssss

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  16. Olá,Bia!!

    Que legal!!Muito interessante ver o começo e como eles se espalharam pelo Brasil. Eu conheci uma descendente de japoneses,que vieram para o Rio Grande do Sul, a minha professora de pintura, ela nasceu no Brasil, mas quando chegou a hora de casar os pais trouxeram o noivo do japão!!
    Ele até hoje(já é um senhor) fala mais japonês e só arranha nosso idioma. Eu adorava ouvi-lo!!
    Sem contar com os hábitos que eles cultivam, e de suas maneiras de falar e de se expressar!
    Beijos. Bom final de semana!!

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