18 de junho de 2011

Seleção Surpreendente!!!



Já li várias analogias, mas está me surpreendeu! Mais um vez o texto do meu amigo Helen é show de bola! Literalmente...

A POLÍTICA DA SELEÇÃO E A SELEÇÃO DA POLÍTICA

Helen Lopes de Sousa

É sabido que a seleção de cada torcedor funciona como uma espécie de espelho. Em cada esquina desse gigante adormecido, “deitado eternamente em berço esplêndido”, dos pampas aos seringais, do Iapoque ao Chuí, existe um torcedor/treinador indignado. Sua opinião funciona como uma espécie de cataclismo da nossa seleção. Se ele convoca um meio-campo composto por Felipe Melo, Elano e Ramires fica evidente que estamos lidando com um precavido, talvez um covarde. Por outro lado, se o ataque tem Neimar, Ganço, Lucas, Robinho e Pato, trata-se de um destemido, um arrojado. Se a linha é armada por Gérson, Zico, Pelé e Tostão, falamos com um saudosista, e se a defesa conta com Didi, Nílton Santos, Luís Pereira e Luisinho, trata-se de um apaixonado pelos clássicos. Sendo assim, pus o cérebro para funcionar e escolhi meus onze jogadores:

Goleiro: Marcos Valério

Todo time que se preza começa por um grande goleiro. Valério tornou-se conhecido por encaixar todas as “boladas”. Como bom mineiro, Valério foi comendo pelas beiradas e por um bom tempo atuou no gol do Mensalão Esporte Clube. Tratava-se de um infalível defensor, mais aos poucos demonstrou total insegurança e intranqüilidade para as finanças do clube e para o resto da equipe. Arrojado e seguro, Valério descende de uma estirpe de grandes goleiros. Seu passe está avaliado numa quantia astronômica de milhões de reais.

Lateral direito: Daniel Dantas

Dantas atuou no Banco Futebol de Regatas. Com a chagada do PT no comando da seleção, demonstrou ser merecedor da posição de titular. Trata-se de um jogador de lances ecléticos. Fora dos gramados, Dantas dedicou-se em avaliar seu passe em milhões de reais. Lateral de inegável leveza caracteriza-se por criar lances pela linha de fundo dos paraísos fiscais. Apesar da habilidade, Dantas foi afastado da seleção. Teve uma passagem relâmpago pelo PF Futebol Clube. O mesmo liderava um grupo de jogadores do “Opportunity”. E o que não faltava era Opportunity para desviar milhões de reais dos cofre da confederação brasileira de desporto.

Zagueiro central: Zé Dirceu

Iniciou sua carreira pelo time da UNE de Regatas. Na ditadura fora jogar no exterior. Voltou ao Brasil após fazer plástica para mudar sua aparência e passar despercebido. Nos anos 80 fora contratado pelo PT Esporte Clube. Revelou-se grande articulador das jogadas do clube. Chegou à seleção brasileira com o técnico Lula da Silva. Dirceu se mostrou um zagueiro truculento, arrogante. Só não imaginou (bem, de resto, ninguém imaginava) que suas combinações de extraordinárias jogadas, com Dantas e Valério, pudessem lhe render a perda da posição de capitão da seleção. Dirceu foi afastado sob a acusação de receber propinas para facilitar os resultados dos jogos.

Quarto zagueiro: Barbalho

No início dos anos 2000, Barbalho foi o principal protagonista dos muitos bate-bocas com o falecido ex-zagueiro central ACM. Chegou a herdar a faixa de capitão do Senado Esporte Clube. Não tardou para vim à tona suas desleais jogadas. Assinou, em surdina, um contrato milionário com o SUDAM Futebol de Regatas. Ao lado da esposa/empresária, atuou pelo Rãs de Ouro do Pará. Renunciou a posição de titular do Senado Esporte Clube. Em 2010, Barbalho retornou à elite do Político Futebol Brasileiro. Após ser julgado, pelo Tribunal de Desporto do STF, fora considerado ficha limpa, podendo, assim, retornar aos gramados da política brasileira pelo Senado Esporte Clube.

Lateral esquerdo: Antonio Palocci

Começou a carreira timidamente pelo Santo André. Aos poucos, Palocci se revelou um habilidoso articulador de jogadas pela linha de fundo. Seu estilo é lógico, mas também grandiloqüente, apesar da boca cheia de línguas. Chegou à condição de titular pelas mãos de Lula. Parecia ser homem de segurança do time, mais foi obrigado pedi dispensa após ser acusado por Francelino de jogadas desleais. Retornou ao Câmara Federal de Desporto. Em quatro anos de atuação pelo Câmara, Palocci teve seu passe valorizado em 6 milhões de reais. Fora novamente convocado para a Seleção e assumiu a faixa de capitão. Mais uma vez foi obrigado a pedir dispensa por não saber explicar o milionário contrato de consultorias futebolísticas.

Médio volante: Fernando Collor

Um bom cabeça-de-área tem que ter coragem para xingar os adversários e fazer cara de mal. Collor demonstrou que sabe fazer muito bem esta função. Suas mefistofélicas caretas revelou que ele é capaz de meter medo em qualquer oponente. Após oito anos afastado do futebol, Collor retornou com todo vigor. Ao lado de Renan Calheiros foi um dos principais defensores das convocações Secretas do presidente do Senado Esporte Clube, José Sarney. Como se não bastasse, fora considerado um homem de jogadas de letras e fora eleito para Academia dos melhores jogadores de Alagoas.

Meia-direita: Gilmar Mendes

Gilmar tem-se revelado o articulador das principais jogadas do STF Clube de Regatas. Num bate boca com o único jogador negro do STF, deixou explícito para torcida brasileira o seu disfarçado racismo. Em época de turbulência na Seleção, elegava ter sido vítima de escuta clandestina feita por agentes da ABIN. Foi um dos principais articuladores para o retorno de Barbalho para seleção, dando o parecer favorável à ficha limpa.

Meia-esquerda: José Sarney

A nobre camisa dez não poderia ser vestida por outro. Excelente nos lançamentos em profundidade, é um especialista nos dribles sutis e no toque refinado. Apesar da idade avançada, a mais de cinco décadas Sarney tem-se mantido como o principal articulador das jogadas mais perigosas para os adversários. Iniciou sua carreira no Maranhão Atlético Clube, na década de 60. Nos anos 90, transferiu-se para o Amapá Sport. Seus lances são sempre secretos e inesperados, como se ele sempre estivesse criando um caminho próprio.

Ponta-direita: Edson Lobão

O maranhense assumiu a posição de titular apesar dos problemas respiratórios. Mesmo com as constantes falta de energia, Lobão fora contratado pelo clube de regatas Minas e Energia. Ao deixar o Senado Esporte Clube, deixou seu filho (Lobinho) em sua vaga, apesar do mesmo nunca ter atuado por nenhum time. Ao lado de João Alberto, Lobão compunha a zaga do Maranhão Atlético Clube. Foram considerados como uma dupla de beques carniceiros. Nos anos 80, João Alberto fora tido como o mais temível zagueiro que já jogou pelo Maranhão, matava todos os adversários.

Centroavante: Dilma Rusself

Um bom centroavante deve ser imprevisível, e imprevisibilidade é a única coisa previsível em Dilma. Considerada o mais novo “fenômeno brasileiro”, fora revelada pelo Clube de Regatas Casa Civil. Dona de um estilo duro, sisudo e seco, Dilma fora eleita a melhor jogadora do ano de 2010. Ganhou destaque pelas falaciosas jogadas de marketing de marketing do Presidente da Seleção. Com lances ditos modernos, foi à criadora de novos lances, valei-me, quero dizer: do PAC Esporte Clube. No comando da Seleção brasileira, Dilma pretende lançar por terra todos seus adversários, mostrando que a mulher também entende de futebol, que “mulher não nasceu para ser reserva, ela pode até aceitar, mas, se ela quiser, também pode ser titular”.

Ponta-esquerda: Luis Inácio Lula da Silva

Assim como a maioria dos jogadores brasileiros, Lula veio de família pobre. Migrante nordestino atuou por muito tempo no Torneiro Mecânico Atlético Clube, time da terceira divisão paulista. No inicio dos anos 80, foi contratado pelo Clube de Regatas PT. Chegou ao ápice da carreira quando, pela primeira vez, disputou a vaga de titular da seleção brasileira. Na última hora, amargou reserva para FC, um engodo alagoano, um fiasco total. Na década de noventa, por duas copas consecutivas, Lula amargou reserva para FHC. Após três tentativas frustradas, Lula assumiu a condição de titular da seleção na Copa de 2002. Depois de duas copas consecutivas, Lula deixou a seleção sob o alarido da imprensa, como o melhor jogador de todos os tempos, como o cara, segundo Obama. Embora ele negue, não duvidemos que o mesmo pretenda ser convocado para copa de 2014.

PS: Bom! Todo time que se preza precisa de um bom treinador, isento-me desta função, e sugiro o Felipão. Certamente não ganharemos a Copa do Mundo de 2014, mas, garanto-lhes que esta seleção é um osso duro de roer, até mesmo para os nossos velhos rivais: os Argentinos, agora sem Maradona.

8 comentários:

  1. Legal e muito bem humorado esse texto do Helen. Um beijo, lindo fds,chica

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  2. Passando pra matar saudades e desejar um ótimo findi.Tem um recadinho importante lá no meu Blog, estou te esperando, ok? Abraço, Milla

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  3. Chica, bem humorado e ácido rsrsrsrsrss

    Milla, já atualizei seu blog no seguidor...

    a todos um super sábado!

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  4. Oi Bia querida, achei legal a comparação da seleção política com a seleção de futebol, ácida como o assunto instiga, não entendo muito de futebol e a política me dá nauseas muitas vezes, então me abstenho de comentar mais, mas o texto é inteligente e satírico. beijos. bom final de semana.

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  5. Ola Bia

    Sou sincera nao li, pois estou de saida. Voltarei mais tarde. Aqui temos muitos amigos e nos finais de semanas acumulam os convites.

    Um otimo sabado a vc
    Bjoooooooooo................

    http://amigadamoda.blogspot.com

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  6. Bem legal a comparação!!!!!!! ADoreiiiii
    Beijo e bom domingo!!!
    Helena

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Amo a participação de vocês! Através dos comentários, troca de experiências, informações, alertas, "puxadas de orelhas". Tudo é uma eterna aprendizagem... Grata.

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