31 de maio de 2010

Açaí

Tenho percebido que na maioria das criações de biojóias de vários artesãos a semente que predomina é o AÇAÍ. Moro no Tocantins há 16 anos, mas nasci em Belém -PA e conheço um pouco de Amazônia, fauna, flora, índios etc. Mas vou relatar um pouco da minha relação com essa pérola do ar que é o nosso açaí, quando era pré-adolescente subia nos pés de açaí com uma rodilha. Bem... a minha rodilha não se colocava na cabeça e sim nos pés, pegava folhas da palmeira do açaí e fazia uma rosca colocava nos pés e me abraçava com a palmeira impulsionando o corpo para cima e me apoiando com a rodilha nos pés, era uma festa quando chegava no "olho" da palmeira, pegava o caroço da penca para provar, dependendo da época travava na boca, quanto mais alto o pé de açaí, mais eu me sentia importante olhando o meu mundo do alto, depois da farra tirava a penca do açaí com as próprias mãos, junta com meus irmãos, chegava em casa minha mãe colocava o açaí na água morna para amolecer a crosta de onde se tira o famoso vinho, como não tínhamos máquina para retirar a polpa, batíamos o açaí com o fundo de uma garrafa. Tomar um açaí fresco é indescritível, o cabloco toma sem açúcar acompanhado de farinha de mandioca com um peixe ou camarão salgado, eu bebo, como com açúcar, é uma delícia!  
Foto: Um pedaço do paraíso em Tocantinópolis - TO do lado esquerdo pés de açaí em fase de crescimento, do lado direito buriti, são duas palmaceas que adoram água, alagados, várzea, beira de rio, igarapés (galhos de rio, na tradução indígena caminho/canoa, caminhos para canoa).
  


7 comentários:

  1. Muy bueno tu blog y estoy siguiendo su cargo por un largo tiempo!

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Amo a participação de vocês! Através dos comentários, troca de experiências, informações, alertas, "puxadas de orelhas". Tudo é uma eterna aprendizagem... Grata.

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