15 de junho de 2015

Massa Fresca e Descomplicada (pasta fatta in casa)


Aqui no Norte do país consumimos muito farinha seca, farinha d'água, goma fresca (o polvilho), então gostar muitooooooooo de massas é aceitável. e de vez em quando, aqui baixa o espírito da nona italiana rs.
A gente vê os grandes Chefs glamorizando os pratos de massas, fazendo apresentações cheias de design, que as vezes até desencorajam a fazer uma simples massa caseira, nê?
Olha os ingredientes da minha pasta:

  • 1/2 kg de farinha de trigo
  • 06 ovos
  • Salmoura
Como fazer:


Facílimo! Está receita, e outras, você encontra no livro "Dona Benta".


Como no cafofo somos três, reduzi a receita pela metade.


Não tenho máquina de passar massa e cortar (já tive), uso o meu bom e velho rolo de madeira, essas mãozinhas são do meu assessor "culinarístico", desenrolando as tirinhas para secar.


Para cozinhar a massa coloque bastante água, sal só depois de ferver, o ponto de cozimento fica a gosto.


Uma pasta fresca, merece um molho caseiro, nada de molho industrializado, faço bem rápido e fácil: Corto e pico oito tomates frescos, coloco as especiarias desidratadas do meu gosto, sal e um fio de azeite, coloco na panela de pressão por 10 minutos, passo na peneira e coloco mais azeite fresco, e está pronto.


Havia sobra de carne preparada para hambúrguer na geladeira, coloquei no molho, que virou uma macarronada a bolonhesa, finalizar com queijo por cima é opcional.
Fiz tudo em menos de uma hora, percebo cada vez mais que ter esse tempo para preparar a sua própria alimentação está virando um luxo.
Tenha uma semana produtiva e harmoniosa!


5 de junho de 2015

Planeta Azul


No final do ano passado foi organizado por várias entidades e comunidade uma gincana para recuperação do Córrego da Lajinha,.Um córrego que nasce fora da área urbana e atravessa parte da cidade de Tocantinópolis - TO e deságua no rio Tocantins, participei do movimento, recolheu-se toneladas de lixo, fiquei estarrecida! Até aparelho de TV tinha no córrego


Isto é uma visão local, onde o consumo é bem menor que nos grandes centros, acho que o nosso planeta não está tão azul...
Pessoas estão morrendo por conta da poluição atmosférica, os nossos alimentos estão envenenados, tragédias climáticas, consumo desmedido e descartável etc. A lista é imensa!
Os países ricos e emergentes (maiores poluidores) se encontram em lugares lindos, "limpos" para discutir soluções, muito blá,blá.blá e nenhuma atitude efetiva para mudar ou minimizar o cenário da questão ambiental.
Aqui no cafofo na medida do possível praticamos o consumo consciente, reutilizamos até as embalagens descartáveis. Não precisamos? É excedente? Doamos.
Temos horta orgânica, a água e energia é controlada,  não praticamos queimadas. A sensibilização e o conhecimento é fundamental para o cidadão também fazer a sua parte. Sou brasileira, e acredito que dias melhores virão.
"Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia", é uma data boa para reflexão na mudança de certas atitudes, e se permitir ser um ator também responsável pelo meio em que se vive.


28 de maio de 2015

Vamos tomar uma pinga?


Nas conversas entre amigas, descobri que na região existem engenhos de cana-de-açúcar. Sou uma simples curiosa, e não entendida no ramo da cachaça, mas a dita é produzida na região artesanalmente, é claro que fui atrás...
Na imagem uma moenda que separa o caldo do bagaço da cana.


Dos três engenhos que me falaram, encontrei dois na cidade de Nazaré do Tocantins - TO, a moenda é movida a tração animal. Na época da visita estavam parado por falta de cana na lavoura, com previsão de colheita para junho.


As espécies plantadas na região são açucarinha e são paulo.


Este é o engenho do Zé Borges, pertence ao Sr. Borges.


O decantador, feito em bronze.


O processo da filtragem passa por essa serpentina.


O segundo é o engenho do Sr. Alcides, é tão famoso e antigo que deu nome ao povoado.


A moenda. 


O Sr. Alcides, conversando sobre o processo de produção. Um fator importante que diferencia a cachaça artesanal da industrial, é a não utilização de elementos químicos, a fermentação é feita através de fubá de milho e o farelo de arroz.


Forno feito de adobe.


Percebi que todo o plantio de cana, era em área baixa, próximo de rio ou córrego.


A mistura dos biomas Amazônia e Cerrado deve dar uma cana-de-açúcar bem especial. Não sou especialista, porém achei a cachaça muito perfumada, já quem entende disse que é boa, comprei um pequeno estoque, agora vou precisar é de uma pequena dorna (Bia procurando serviço, um caso perdido rs).
O curioso, é que eles não têm interesses de criarem um padrão, registro etc. para venda, falaram que a região consome tudo que eles produzem. A turma gosta da famosa branquinha, então, vamos "pingar"?


25 de maio de 2015

"Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia..."



O tempo presente é fugaz e muda rápido, o talentoso Lulu Santos entende disto, e como a nossa vida metaforicamente é uma onda (na sua visão), temos nossos altos e baixos, eu particularmente gosto das pequenas marolas com umas espumas na superfície, sinal de que já rolou altas ondas no mar... (Bia filosofando, é triste rsrsrsrs).
A inquietude fala muito sobre o meu "mudar", na imagem a pintura da Jubiart do jeito que já foi um dia.


Visão frontal da loja á noite com a nova pintura e pequenas mudanças...


A visão pelo dia, nas laterais gazebo e garagem.


Visão mais próxima.


Pequenos detalhes: Placa de madeira restaurada (lixada, selada, e pintada com tinta esmaltada e por último envernizada), para suportar chuva e sol, já que fica na parte externa.


Nicho feito com caixa de alho.


Uma gaiola velha, que tem uma longa história... Pintei com tinta spray, seca rápido e fica uniforme, Os passarinhos são feitos do miolo do buriti, no Pará chamam de miriti.


Sempre que fujo para perto do mar trago esses cachepôs feito de mangue.


O mangue é uma planta que parece cipó, por ser maleável, quando verde, você consegue dar qualquer forma para mangue, depois seca fica moldado no que você imaginar...


Estes nichos, estavam dentro da loja, os trouxe para parte externa da mesma e os  impermeabilizei.



Como boa cabocla, pimentinha para afastar maus presságios e energias negativas. Vaso feito de tala de babaçu, pelo artesão Edésio.


Alguns fãs (cof, cof) da Jubiart, prefeririam a cor forte, mas optei pelo azul claro, além da cor harmonizar e relaxar, fico com um fundo mais claro, e tenho mais liberdade para decorar com cores e as minha inquietudes... 
Tudo aqui é feito com muito carinho e paixão pelo que acreditamos e vivemos.


30 de abril de 2015

Um Parceiro Especial...


As vezes, mesmos estando em caminhos diferentes, um dia a gente acaba cruzando com aquela pessoa especial...


Comigo não foi diferente. O meu companheiro de vida e de vários projetos e viagens, é muito eclético e com uma história de vida que daria para preencher tranquilamente um livro com mais de quinhentas páginas...


Agora aposentado, virou literalmente um parceirão da Jubiart: Delineia projetos, fiscaliza, realiza, monta, desmonta (literalmente um blaster rs), desenha, esculpe, dá (muitoooo) pitaco, e está sempre de bom humor (adoroooooooo), e como bom libriano, tudo que faz, faz bem feito! Relaxem, esse ser não é perfeito, mas até nas imperfeições nos complementamos, remendamos, arrematamos e fica tudo bem.


Nesta tal idade da maturidade, fizemos algo não tão maduro, tivemos um filhote temporão, e descobrimos uma nova fonte da juventude e uma grande encrenca rsrsrsrsrssr.


Mais um parceiro de fina sintonia e boa energia, trabalhando integralmente na Jubiart (o bônus que veio junto com a aposentadoria rs).
Cá entre nós, não sou uma menina de sorte?

22 de abril de 2015

Celebração Literária: 10ª Edição - BookCrossing Blogueiro!


O que faz o BookCrossing Blogueiro ser especial, além do giro e a movimentação do livros, é a socialização das pessoas em torno da democratização de leitura, o desapego e acessibilidade, o saber que o conteúdo de uma leitura foi bom para você,  e poderá trazer outro sentido ou possibilidade para um novo leitor.



Muitos romances,


e muitos livros infantis foram libertados.


Recebemos muitas doações de livro infantis.


Tivemos também boas revistas e poucos livros didáticos.


No mês de janeiro começamos a obra da construção de um gazebo, uma área coberta e aberta para lazer/trabalho e decidimos inaugura-lo com a 10ª edição do Bookcrossing Blogueiro. Acredito que boas energias, atraem boa energias, começamos a história do gazebo que um dia foi uma maloca, muito bem, literalmente!

Conhecer toda história do BookCrossing Blogueiro e como participar (super fácil) acesse o blog da Luma Rosa através do link http://luzdeluma.blogspot.com.br/2015/03/vem-ai-10-edicao-do-bookcrossing.html#comment-form.

Luminha, (Genntemm já sou íntima rs), acho que deveria ter quantificados os livros libertados e os recebidos para o evento, faltou tempo para os arremates, e para não faltar para o próximo, já estou planejando... umas das idéias é levar o evento para zona rural, principalmente para as crianças, lembro da minha infância, entrei numa biblioteca só na adolescência, livros na minha casa, somente a bíblia. Pensando também em levar amigas voluntárias (já contagiadas) para fazermos rodas de histórias e leituras. Estás vendo o que acontece quando uma pessoa, como você planta uma semente? 
Grata por oportunizar ser um "fruto", quem sabe um dia viro semente...


19 de abril de 2015

Sou índia, e daí?


Daí? A sensação que tenho na minha região é de negação e não de afirmação.

Imagem: Fazendo pintura indígena com tinta natural de jenipapo verde, dependendo do PH da pele, perdura até por quinze dias.

Como a maioria sabe, sou paraense cabocla de uma boa mistura:Índio, negro e branco, é literalmente uma "maniçoba" rsrsrsrssr, se você olhar para o rosto de um típico paraense, temos cabelos grossos, maçãs do rosto saliente, lábios roxo e os olhos puxados, traços tipicamente indígena, agora fale para alguém - "você é índio!", a pessoa fecha a cara e se sente ofendido, claro que existe exceção, mas a maioria reage assim. Nunca fiz teste para saber minha origem genética, mas tenho certeza que o meu sangue índio vai gritar!


Imagem: Visita na aldeia Prata dos índios Apinajés no encontro de pajés (2014).


Através da Jubiart, tento estimular a cadeia produtiva de artesanato dos Apinajés, porém a venda ainda é muito incipiente. exponho seu artesanato no período de férias e eventos, consumo muito a fibra de tucum nas minhas biojoias. Já levei o Sebrae para viabilizar um diagnóstico para ver a possibilidade deles participarem de feiras, que é um excelente canal para vender o seu artesanato. A dificuldade do contato Sebrae, é a distância da capital Palmas. Enfim, como sempre digo, é trabalho de formiga, e a formiguinha aqui é muito persistente.

Pessoa luz, um bom domingo de índio! (Não gosto destas datas pontuais), E uma semana produtiva com muito harmonia!

Bia.

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