24 de fevereiro de 2015

Poder! Basta querer


mudar ou transformar... Essa mesa que pode ser uma escrivaninha ou aparador estava na rua para o carro de lixo levar.


Levei para Sr. Manuel, o marceneiro, ele falou-me que nem existe mais marceneiro na nossa cidade que faça este tipo de trabalho das pernas do aparador. Trocamos o tampo, a madeira estava muito deteriorada pelo cupim, em alguma áreas foi passado massa, depois lixei.


Depois do lixamento, passei o selador, esses produtos são tóxicos, aconselho a usar máscara (casa de ferreiro espeto de pau rsrssr), detesto usá-la, por isto saio da oficina para o ar livre. Dica: Use o selador e tinta aos poucos numa latinha, isto evita que solvente/volátil  evapore e a tinta engrosse e seque rápido. 


Comecei a pintar pelos fundos com tinta esmalte sintético azul mar, foram duas demãos de tinta azul mar.


A gavetinha pintei fora e dentro.
A limpeza dos pincéis fiz com thinner. Dica: Pinceis depois de limpos para não ficarem ásperos/ressecado, dilua um pouco de amaciante de roupa na água e deixe de molho por uma hora e seque.


Dentro da gaveta havia umas canaletas de tubo PVC cortadas ao meio e coladas com durepox, encardida pelo tempo de uso e com um acabamento horrível! Solução? Peguei um tecidinho fofo e


forrei, ficou visualmente mais leve.


E claro dei um toque "Jubiart", fiz um berloque com fio de tucum (para algum gato brincalhão, não arrebentar de jeito nenhum), sementes e coco babaçu fatiado ainda verde, por isto a cor clara.


O berloque é removível.


Não resisti, fiz uma tela abstrata "azuis", azulei tudo rsrsrsrssr.


O nosso espaço é pequeno. Na lista de espera para restaurar temos: Um baú, uma máquina antiga de costura e uma roca. Um dos valores imensuráveis do fazer com as mãos: Demanda tempo, boas energias e muitooooooooooo amor.

21 de fevereiro de 2015

Latinha ou Lá Tinha?


Uma lata que virou vasinho, não do tipo muito tradicional. A inspiração veio da Clau do Blog "Força de Expressão" http://claufinotti.blogspot.com.br/, ela faz cada maravilha com as latinhas (entre outras cositas. Né Fada Rainha?), e da revista Vogue, onde vi lindas floreiras feitas de latas no ano passado.


Esta lata é de atum, maior do que a tradicional, esqueci de tirar a foto do antes (Bia aerada).


Para as primeiras não ficou um estouro! Mas as semente e os berloque de fatiado do coco babaçu deram uma outra leitura.


Esta é a nova lata de leite condensando, daquela famosa marca. 


Recortei o tecido no formato do fundo e colei. Turma, tecido e linhas não é a minha praia, mas é bom sair um pouco do meu senso comum, e experimentar novas arteirices.
Reutilizar, dar outros sentidos para as embalagens, é uma forma de diminuir o nosso lixo caseiro.

18 de fevereiro de 2015

O Jubileu


Eu vou contar um pouco de história de bicho, aqui no nosso brejo, cafofo Jubiartiano, vivemos em harmonia com as cigarras, cobras, escorpiões, morcegos etc. Mas aparecem também bichinhos fofos,


como este jabuti, que em uma semana o Izaias (meu filhote) o batizou como "Jubileu", até que combinou, é um nome forte e impactante como o próprio Jubileu. Bem... Sente que lá vem a história: Meu ex vizinho (já se mudou) Marcelino chegou na porta da loja da Jubiart com o Jabuti na mão dizendo:
- Bia esse jabuti entrou no meu quintal, você pode ficar com ele, já que o meu quintal não tem muro e ele vai fugir;
- Que grande e fofo Marcelino! Mas este é um animal silvestre, temos que devolver á natureza, coloque ali na beira do rio que ele vai encontrar um novo caminho;
-  Nem pensar!
- Porque? 
- Se eu colocar ali, algum bebum vai matar para fazer tira gosto;
- O quê!!!
- Me dê este jabuti! 
Pelo aspecto do Jubileu, ele foi um animal criado em cativeiro, o coitado tinha até um furo no seu casco, que não é natural.


Depois de muito pensar sobre uma "solucinática" para a vida do bichinho, ligamos para a Naturatins, que é um órgão Estadual que trabalha com questões ambientais.


Cidade pequena todos se conhecem, aqui a amiga, bióloga e cliente da Jubiart, a Viviana com Jubileu. 


Eles preencheram esta ficha, recolheram o animal, como o acontecido foi no fim do ano, no momento ele já se encontra em Araguaína - TO, na UFT na área de zootecnia (acho que é assim que e escreve rs), para se readaptar a vida selvagem e ser solto na natureza.
De vez em quando aparecem pessoas na nossa porta com pequenos quelônios que acham na calçada e trazem para nós, agradeço, pego e solto no rio. Acreditem! Nas férias de julho ano retrasado, um casal parou e perguntou para euzinha e maridón (era fim de tarde, sempre sentamos na frente para apreciar o entardecer) se nós tínhamos uma "parada" para vender, ou se sabíamos onde tinha. Ri tanto depois deste episódio, a fato de termos escolhido viver na natureza, e trabalhar com arte, não nos torna necessariamente consumidores de drogas ou guardiões/criadores de animais silvestres, na verdade, não sei nem tragar, me entalo, engasgo, tosso, escarrar também não sei rsrsrsrs.
Atualmente é muito difícil ter um discurso e pratica-lo, aqui exercitamos bastante, se erramos é tentado acertar. Crescemos e vivemos com vários paradigmas, mas isto não define o que somos, podemos seguir outros caminhos...

12 de fevereiro de 2015

Gosta de peças exclusivas com seu jeito de ser?


Na Jubiart - Artesanato fazemos sob encomenda, diga seu estilo, seu gosto etc. Geralmente quando as encomendam como neste caso, faço peças a mais para a cliente ter opções, e se não gostar, não é obrigada a comprar a peça. Estes colares foram inspirado no pedido de uma cliente amiga que gosta de maxi colares, mas ao mesmo tempo gosta de peça coringa, neutra que dê para usar no dia-a-dia e prolongar um happy hour com as amigas.


Feito com corrente banho prata, e pintada de verde, fio encerado com semente de açaí tingida e natural. Aqui arrisquei o design, numa pegada mais gipsy.


A altura dele é regulável, nas pontas sementes de jarina, que num traçado dão caimento para as costas (fica um charme), para aparecer esse detalhe prende-se o cabelo, caso seja comprido. A semente de jarina é endêmica, só dá no Acre e nos países vizinhos do mesmo, onde o bioma da Amazônia predomina, conhecida também como marfim vegetal, pela sua cor natural e o grau de dureza, nos anos 50, em Manaus - AM, se fabricava botões com essa semente, por ser parecida com marfim.


Este colar é não é curto e nem longo, tamanho médio, feito de semente de açaí meia lixa natural e pedra boleada de citrino aproximadamente um cm de diâmetro.


 Citrino tem o nome na origem grega "pedra limão", conhecida como pedra da prosperidade, capaz de nos ajudar a realização pessoal e a plenitude. Esse detalhe na ponta do colar nos remete a "totalidade".


Acabamento no fecho com pedra e miçanga, o fio utilizado é natural, seda/fibra de tucum do cerrado, conhecido com a fibra mais resistente na natureza, é impressionante a sua delicadeza e resistência.



Colar comprido, o interessante nesta peça é a cor do coco babaçu natural, o corte é mais fino para ficar mais leve, e ele está verde.


O formato é irregular, mas lembra uma pequena mandala. Os furos são onde ficam as amêndoas.


Quando se coloca no pescoço ele dá caimento e movimento, Amei essa peça!!! (Sou suspeita né? Rsrsrssrsr).


Colar comprido feito com semente de açaí tingida e natural, coco babaçu fatiado maduro,
esta é a sua cor normal.


O babaçu maior tem aproximadamente seis cm de diâmetro, não são colados, são costurados com fio encerado para dar mais movimento ao colar. 


Aqui um clássico com nova estampa, colar comprido duas volta, feito na corrente de crochê, com semente de açaí tingida de laranja, a cor da criatividade.

A Jubiart - Artesanato trabalha com biojóias, customização, decoração, reciclagem, facilitamos oficinas, e agora estamos estudando paisagismo para uma nova fase de trabalho.
Conheça um pouco mais os nossos trabalhos e de parceiros na fan page https://www.facebook.com/jubiart.artesanato?ref=hl
Contato: biaarte@hotmail.com
Luz para você e até o próximo post!




9 de fevereiro de 2015

Um Pouco da Nossa Região Para Você!


A cidade de Tocantinópolis - TO margeia o rio Tocantins, temos uma grande orla. A frente da loja física da Jubiart- Artesanato fica de frente para o rio, distância média de 60 metros.


Todos os dias quando abro as portas tenho a impressão de ver um pouco do divino, a natureza tem um quê de sagrado. Nesta época as águas sobem e ficam ainda mais próximas...


Os ribeirões em qualquer época do ano, o verde sempre impera, o bioma da Amazônia é perene.


Já no sertão de dentro, o cerrado no "inverno" seca, as vezes passamos até 5 meses sem ver chuva,


mas o bioma do Cerrado é resistente:


as secas;


As queimadas;


aos intemperes das grandes tempestades e relâmpagos; 


Fechamos o ciclo retornando para o nosso "verão tropical", as chuvas chegam em abundância as sementes eclodem e o ritmo da Mãe Gaia continua...

"É triste pensar que a natureza fala e que o gênero humano não ouve". Victor Hugo.


5 de fevereiro de 2015

Reinventar, também é Empreender!

Não viajei fim de ano, e nem no início, a viagem foi para dentro da "Bia". Acreditem pensei em até vender a marca Jubiart. É viramos uma marca!


Existe momentos no trabalho como autônoma que você pára, muda ou cresce, é um triangulo quase amoroso/brigoso  com você mesma. Quem tem uma birosca, pequeno negócio, médio negócio, já deve ter passado por estes momentos: "Mergulhar" e a introspecção  se faz necessário.
As pessoas falam muito em empreender, o fazer, o realizar. o negócio dá certo, falam das característica do empreendedor e etc. Mas viver num país e ser empresário, onde lá fora brasileiros como o conceituado repórter Jorge Pontual diz "que dá vergonha ser brasileiro", na nossa conjuntura nem dá para criticar o posicionamento do repórter.
Nos noticiários as palavras chaves não são animadoras: Recessão, retroação, racionamento, crise e etc. Decidi ignorar (exceto a corrupção), e melhorar a estrutura do meu negócio, organizar, informatizar a parte financeira (isto, ainda uso o arcaico livro caixa), dados cadastrais  de fornecedores, clientes atualizados. Trabalho em casa, e o negócio cresceu tomando mais espaço da nossa morada, em dezembro construímos uma lavanderia e agora estamos no meio da construção de mais um espaço de trabalho e lazer da Jubiart.
Hoje vejo claramente que temos dois perfis de cliente: O local, e o de fora (turista e o virtual), os artesãos tem aquela velha história "o local não valoriza o nosso artesanato", isto é balela! Na verdade é o senso comum de reconhecer o objeto como parte do seu cotidiano, já o estranhamento e admiração vem de fora, percebi que o artesanato que trago de viagens e coloco na loja física são vendidos rapidamente, querendo ampliar o nicho de vendas da loja fui pesquisar na internet (quem não sabe usar o Sr. Google, está perdendo uma grande ferramenta), o mercado mais viável para cidade pequena, no topo da lista estão os produtos importados, para venda no varejo. É o novo, a novidade, me perguntei, como adaptar essa ideia para a realidade da Jubiart?
Como nossas vendas in loco são sazonais, nos meses de junho, julho, dezembro e janeiro, vender quatro meses em doze meses é economicamente inviável, resolvemos criar um espaço para venda de artesanato de fora para o local e a nossa criação/produção para o cliente de fora, principalmente o virtual, vamos incrementar com decoração/paisagismo, não saindo do foco principal: O artesanal.


Moramos a nove anos em Tocantinópolis - TO, e na beira rio fará oito anos, lembro que caminhava toda manhã na beira rio olhando para casas, com sorte viria uma placa de venda, e ela apareceu! Escrita de lápis toscamente num papel de caderno comum colado na parede de uma casa velha e muito suja. Nem preciso escrever que a imaginei cheia de luz, limpa, decorada, fiz logo uma viagem...


Fizemos a negociação, compramos, limpamos, pintamos e nos mudamos... Delícia! Só verbos de "realização" rs.


Com algumas pesquisas e intervenções estamos revitalizando aos poucos, mudamos a porta principal, construímos uma cozinha, apesar de forrada, fizemos questão de cobri-la com as mesma telhas antigas (feita nas coxas), para não descaracteriza-la. este ano trocaremos as janelas de ferro por madeira como era antigamente.
Hoje estamos no meio da construção do novo espaço da Jubiart, que será uma extensão da loja, ao longo deste semestre vou postando as mudanças aqui... Para quem começou o ano pensando em vender a marca, estou bem na foto rs, mas "formiga" é assim, inquieta, trabalhadeira, persistente, teimosa e desfocada/focada. Será que as formigas são empreendedoras?

2 de fevereiro de 2015

Moqueca da Bia


Dizem que um dos segredos da comida mineira é a panela de pedra. Esta veio de Conselheiro Lafaiete - MG, presente da querida amiga Maria Sueli, a conheci na minha loja física.


A moqueca é "da Bia" porque faço do meio jeito, sem receita (p/ variar rs) no instinto a gente pode ir além do "quadrado" da receita. A panela já esta curada pronta para ser utilizada, primeiro coloco aproximadamente 50 ml de azeite de dendê (dendê uso com parcimônia) no fundo. 


E vou montando os temperinhos que gosto e disponibilizo, alho e cebola fatiado.


tomate picado.


uma camada de batata cortada na horizontal finíssima (bom para encorpar o molho), por cima cheiro verde (coentro) e tomate em rodelas.


Pego umas postas de pescada amarela (aproximadamente 700 gramas), que antecipadamente já havia colocado no marinado por duas horas, fica bom também na geladeira de um dia para o outro. O marinado super simples: Sal e limão.


repito o mesmo processo dos tempero em cima, exceto o alho, e acrescento o pimentão  cortado em rodelas. Coloco um pouco de azeite de dendê, sal a gosto.


Tampo a panela e para aquece-la bem, deixo em fogo alto por 10 minutos, e depois em fogo baixo, entre 10 a 15 minutos.


Não coloco água, o segredo é não destampar, a própria umidade dos temperos, o peixe e o vapor vai gerar o molho para o cozimento, e como a panela retem bem o calor, a tampa é pesada, é como se fosse uma pequena panela de pressão.


Cozinhou, ok! Para finalizar um vidro de 200 ml de leite de coco.


Não é bom ferver o leite de coco, no máximo aqueça, para não talhar e ficar com perfume fresco do coco. Afinal não se come só com a boca e os olhos, na frente de uma comidinha honesta, todos os sentidos ficam em alerta rs.
A rusticidade da panela é um charme a parte, você pode leva-la direto para mesa, conservando o alimento quente por mais tempo.
Motivos para você adquirir uma panela de pedra são vários, o que mais me chamou atenção foi:
- Não solta resíduos químicos nos alimentos;
- É 100% natural e artesanal;
- Retem calor acelerando o cozimento;
- Não é atacada por ácidos, porém, o melhor de tudo, super fácil de lavar e nem precisa ariar!
E você, já usou uma panela de pedra sabão?


Em breve na Jubiart - Artesanato, loja física teremos panelas de pedra sabão com acabamento em cobre, entre outras novidades. Aguarde!!!

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