27 de março de 2015

Fábulas da Vida Real


Era uma vez um pequeno negócio, em uma pequena cidade, poderia até ser fábula, mas não tenho o talento de Marina Colasanti. Independente do local, o consumidor gosta de novidade, sempre mudo a ambientação da loja de dois e dois meses, e quase todo ano vou fazendo pequenas e retroativas reformas, buscando os traços originais da estrutura da casa (têm mais de oitenta anos). O piso até o momento foi a única busca frustada, a cerâmica antiga, feita de barro, não é mais produzida na região. Nem sob encomenda.


A porta trocamos ano passado, as janelas somente este ano, além da madeira de lei ser cara, há dificuldade de acha-la seca e de origem certificada, encontramos a madeira angelim pedra (pesadíssima), fizemos no modelo  da antiga janela, se abre em duas abas, na imagem sendo instalada.
Administrar reforma não é fácil, porém acho prazeroso, pesquisar, transformar, mudar e ver que o resultado final está valendo muito! Não sei você, mas fico ansiosa, querendo ver tudo pronto, limpo e no lugar, mas a pressa é inimiga da... Vamos devagar rs.



Era uma vez uma casa amarelada pelo tempo na beira de um rio,
sozinha, escura e triste...
Encontrou uma menina sonhadora que viu uma réstia de luz,
da luz se fez a cor, o calor, e o aconchego.
Hoje a casa feliz respira, tem personalidade e vida própria,
agora todos veem a sua luz, registram imagens e levam
como lembrança da boa energia, e do amor que exala através de história de outra menina quase centenária.

Um ótimo fim de semana para você!

14 de março de 2015

Saudosa Maloca, Maloca Querida...


Compramos a nossa paisagem, ops! Casa, em 2008, na cidade de Tocantinópolis - TO, e ainda pagamos um valor a parte por uma maloca no fundo do imenso quintal (40 metros de fundo), hoje ele já está bem mudado, plantei um ipê que já tem quase seis metro de altura.
Feita ainda de madeira roliça e coberta com a palha da palmeira do babaçu. Chegamos ainda a trocar sua cobertura de palha.


A maloca virou uma agregadora de amigo pensadores (a maioria professores da UFT), o maridón sempre falava "a turma de forasteiro", ninguém era nativo. As celebrações e encontros sempre aconteciam debaixo da maloca.
O nosso terreno é descida de um morro, fizemos uma grande canaleta a longo do muro e próximo da maloca, a escavação fragilizou a vigas principais de apoio e ela caiu, ficamos numa dúvida cruel, construiríamos outra maloca ou algo mais durável, lembrei da parábola dos três porquinhos, deixamos a nossa "alma buscapé" de lado e usamos a razão do terceiro porquinho.  


Decidimos construir um gazebo, que chiqueroso! A maloca virou um gazebo com vários objetivos entre eles, trabalho e lazer.


Da maloca permaneceu um pé de cupuaçu na lateral, e fizemos questão de ter a nossa trempe (fogão de lenha) de volta, sei, sou ainda primitiva, cozinhar lentamente sem pressa e pressão para os amigos tem um outro sabor...
Estamos na fase da pintura do teto e dos tijolinhos, depois decoração (adorooooooo), e vem o paisagismo ao redor, já estou preparando várias mudas de plantas.
A construção ficou no mesmo local da maloca, e dela ficou a boa energia dos amigos que mudaram, buscando outras oportunidades e possibilidades, e os que partiram e viraram um ponto de luz no universo. Sentimos falta deles, mas deixaram histórias, dias alegres, lindas imagens, e bons sentimentos que ficam para sempre no coração.


No fim desta história, percebo que viramos nativos, incorporamos no nosso dia-a-dia as águas do rio Tocantins, e o encantamento de viver numa região rica em biodiversidade, cheia paradoxos econômico e politico (mas isto não é só aqui rs.), e na medida do possível contribuímos com o nosso tempo e trabalho. Temos mil planos para o nosso novo "Espaço de Convivência da Jubiart", já estamos com agendamento de oficina voluntária, e planejando um sarau com uma poetisa da terra (surpresa)...
A "saudosa maloca, maloca querida", nos deu asa e voamos!!!


7 de março de 2015

Ser Mulher!

Imagem: Confraria DasZamigas - Festa "Primavera", fim de ano 2014.

Não sou especialista em gênero, ser mulher já foi bem difícil, mas até hoje esse "ser" continua nos dando trabalho, muitos ganhos e muitas perdas... Sempre comento com as zamigas que esqueceram de falar da conquista da mulher para os homens, acumulamos várias funções e a maioria dos homens se acham "o provedor", trabalham fora, dentro de casa são turistas, na nossa região Norte do Brasil, o número de mulheres que estão se tornando provedora, ou como falamos "arrimo de família" são muitas, isto fica claro na estatísticas de mulheres empreendedoras do país, na nossa região as mulheres ultrapassam os homens, e na maioria não é visão de oportunidade de negócio, é pela necessidade de sobrevivência, buscam alternativas no trabalho informal e depois se formalizam.
Você já se perguntou, quem educa esses homens? Pois, somos nós mulheres! É bom refletir sobre.
Tenho amigas com tanta formação/conteúdo que assustam os homens (é o que elas falam), será que o sexo frágil mudou de perfil? Rsrsrsrsrssr.


Em comemoração ao dia Internacional da Mulher, nesta próxima sexta-feira, a Secretaria e Conselho Municipal da Mulher de Tocantinópolis - TO, estará promovendo "O Dia da Beleza" com várias ações o dia todo, entre elas, faremos uma oficina de biojoias através Jubiart.
Todos os dias somos mulheres universais, parabéns para você que faz parte deste universo!!!


24 de fevereiro de 2015

Poder! Basta querer


mudar ou transformar... Essa mesa que pode ser uma escrivaninha ou aparador estava na rua para o carro de lixo levar.


Levei para Sr. Manuel, o marceneiro, ele falou-me que nem existe mais marceneiro na nossa cidade que faça este tipo de trabalho das pernas do aparador. Trocamos o tampo, a madeira estava muito deteriorada pelo cupim, em alguma áreas foi passado massa, depois lixei.


Depois do lixamento, passei o selador, esses produtos são tóxicos, aconselho a usar máscara (casa de ferreiro espeto de pau rsrssr), detesto usá-la, por isto saio da oficina para o ar livre. Dica: Use o selador e tinta aos poucos numa latinha, isto evita que solvente/volátil  evapore e a tinta engrosse e seque rápido. 


Comecei a pintar pelos fundos com tinta esmalte sintético azul mar, foram duas demãos de tinta azul mar.


A gavetinha pintei fora e dentro.
A limpeza dos pincéis fiz com thinner. Dica: Pinceis depois de limpos para não ficarem ásperos/ressecado, dilua um pouco de amaciante de roupa na água e deixe de molho por uma hora e seque.


Dentro da gaveta havia umas canaletas de tubo PVC cortadas ao meio e coladas com durepox, encardida pelo tempo de uso e com um acabamento horrível! Solução? Peguei um tecidinho fofo e


forrei, ficou visualmente mais leve.


E claro dei um toque "Jubiart", fiz um berloque com fio de tucum (para algum gato brincalhão, não arrebentar de jeito nenhum), sementes e coco babaçu fatiado ainda verde, por isto a cor clara.


O berloque é removível.


Não resisti, fiz uma tela abstrata "azuis", azulei tudo rsrsrsrssr.


O nosso espaço é pequeno. Na lista de espera para restaurar temos: Um baú, uma máquina antiga de costura e uma roca. Um dos valores imensuráveis do fazer com as mãos: Demanda tempo, boas energias e muitooooooooooo amor.

21 de fevereiro de 2015

Latinha ou Lá Tinha?


Uma lata que virou vasinho, não do tipo muito tradicional. A inspiração veio da Clau do Blog "Força de Expressão" http://claufinotti.blogspot.com.br/, ela faz cada maravilha com as latinhas (entre outras cositas. Né Fada Rainha?), e da revista Vogue, onde vi lindas floreiras feitas de latas no ano passado.


Esta lata é de atum, maior do que a tradicional, esqueci de tirar a foto do antes (Bia aerada).


Para as primeiras não ficou um estouro! Mas as semente e os berloque de fatiado do coco babaçu deram uma outra leitura.


Esta é a nova lata de leite condensando, daquela famosa marca. 


Recortei o tecido no formato do fundo e colei. Turma, tecido e linhas não é a minha praia, mas é bom sair um pouco do meu senso comum, e experimentar novas arteirices.
Reutilizar, dar outros sentidos para as embalagens, é uma forma de diminuir o nosso lixo caseiro.

18 de fevereiro de 2015

O Jubileu


Eu vou contar um pouco de história de bicho, aqui no nosso brejo, cafofo Jubiartiano, vivemos em harmonia com as cigarras, cobras, escorpiões, morcegos etc. Mas aparecem também bichinhos fofos,


como este jabuti, que em uma semana o Izaias (meu filhote) o batizou como "Jubileu", até que combinou, é um nome forte e impactante como o próprio Jubileu. Bem... Sente que lá vem a história: Meu ex vizinho (já se mudou) Marcelino chegou na porta da loja da Jubiart com o Jabuti na mão dizendo:
- Bia esse jabuti entrou no meu quintal, você pode ficar com ele, já que o meu quintal não tem muro e ele vai fugir;
- Que grande e fofo Marcelino! Mas este é um animal silvestre, temos que devolver á natureza, coloque ali na beira do rio que ele vai encontrar um novo caminho;
-  Nem pensar!
- Porque? 
- Se eu colocar ali, algum bebum vai matar para fazer tira gosto;
- O quê!!!
- Me dê este jabuti! 
Pelo aspecto do Jubileu, ele foi um animal criado em cativeiro, o coitado tinha até um furo no seu casco, que não é natural.


Depois de muito pensar sobre uma "solucinática" para a vida do bichinho, ligamos para a Naturatins, que é um órgão Estadual que trabalha com questões ambientais.


Cidade pequena todos se conhecem, aqui a amiga, bióloga e cliente da Jubiart, a Viviana com Jubileu. 


Eles preencheram esta ficha, recolheram o animal, como o acontecido foi no fim do ano, no momento ele já se encontra em Araguaína - TO, na UFT na área de zootecnia (acho que é assim que e escreve rs), para se readaptar a vida selvagem e ser solto na natureza.
De vez em quando aparecem pessoas na nossa porta com pequenos quelônios que acham na calçada e trazem para nós, agradeço, pego e solto no rio. Acreditem! Nas férias de julho ano retrasado, um casal parou e perguntou para euzinha e maridón (era fim de tarde, sempre sentamos na frente para apreciar o entardecer) se nós tínhamos uma "parada" para vender, ou se sabíamos onde tinha. Ri tanto depois deste episódio, a fato de termos escolhido viver na natureza, e trabalhar com arte, não nos torna necessariamente consumidores de drogas ou guardiões/criadores de animais silvestres, na verdade, não sei nem tragar, me entalo, engasgo, tosso, escarrar também não sei rsrsrsrs.
Atualmente é muito difícil ter um discurso e pratica-lo, aqui exercitamos bastante, se erramos é tentado acertar. Crescemos e vivemos com vários paradigmas, mas isto não define o que somos, podemos seguir outros caminhos...

12 de fevereiro de 2015

Gosta de peças exclusivas com seu jeito de ser?


Na Jubiart - Artesanato fazemos sob encomenda, diga seu estilo, seu gosto etc. Geralmente quando as encomendam como neste caso, faço peças a mais para a cliente ter opções, e se não gostar, não é obrigada a comprar a peça. Estes colares foram inspirado no pedido de uma cliente amiga que gosta de maxi colares, mas ao mesmo tempo gosta de peça coringa, neutra que dê para usar no dia-a-dia e prolongar um happy hour com as amigas.


Feito com corrente banho prata, e pintada de verde, fio encerado com semente de açaí tingida e natural. Aqui arrisquei o design, numa pegada mais gipsy.


A altura dele é regulável, nas pontas sementes de jarina, que num traçado dão caimento para as costas (fica um charme), para aparecer esse detalhe prende-se o cabelo, caso seja comprido. A semente de jarina é endêmica, só dá no Acre e nos países vizinhos do mesmo, onde o bioma da Amazônia predomina, conhecida também como marfim vegetal, pela sua cor natural e o grau de dureza, nos anos 50, em Manaus - AM, se fabricava botões com essa semente, por ser parecida com marfim.


Este colar é não é curto e nem longo, tamanho médio, feito de semente de açaí meia lixa natural e pedra boleada de citrino aproximadamente um cm de diâmetro.


 Citrino tem o nome na origem grega "pedra limão", conhecida como pedra da prosperidade, capaz de nos ajudar a realização pessoal e a plenitude. Esse detalhe na ponta do colar nos remete a "totalidade".


Acabamento no fecho com pedra e miçanga, o fio utilizado é natural, seda/fibra de tucum do cerrado, conhecido com a fibra mais resistente na natureza, é impressionante a sua delicadeza e resistência.



Colar comprido, o interessante nesta peça é a cor do coco babaçu natural, o corte é mais fino para ficar mais leve, e ele está verde.


O formato é irregular, mas lembra uma pequena mandala. Os furos são onde ficam as amêndoas.


Quando se coloca no pescoço ele dá caimento e movimento, Amei essa peça!!! (Sou suspeita né? Rsrsrssrsr).


Colar comprido feito com semente de açaí tingida e natural, coco babaçu fatiado maduro,
esta é a sua cor normal.


O babaçu maior tem aproximadamente seis cm de diâmetro, não são colados, são costurados com fio encerado para dar mais movimento ao colar. 


Aqui um clássico com nova estampa, colar comprido duas volta, feito na corrente de crochê, com semente de açaí tingida de laranja, a cor da criatividade.

A Jubiart - Artesanato trabalha com biojóias, customização, decoração, reciclagem, facilitamos oficinas, e agora estamos estudando paisagismo para uma nova fase de trabalho.
Conheça um pouco mais os nossos trabalhos e de parceiros na fan page https://www.facebook.com/jubiart.artesanato?ref=hl
Contato: biaarte@hotmail.com
Luz para você e até o próximo post!




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